
Ora como todos sabem é possível eu não conseguir fazer uma critica como aqueles jornalistas dos jornais ou mesmo da revista premiere que dão as suas estrelas aos filmes enquanto falam sobre eles de uma maneira que eu ate gostava de fazer. Mas simplesmente não consigo. Talvez por não ter algum dicionário na minha mesa-de-cabeceira, ou falar por metáfora ou outra coisa qualquer que eles têm que eu simplesmente não consigo replicar.
Mas isso não me impede de vos trazer a minha humilde (será?) opinião sobre o filme que vi recentemente (alguns de vós pode inclusive dizer algo do tipo: “só agora?” ao que respondo: “Sim, só agora é que tive pachorra de ver o sacana do filme”).
O filme intitula-se “The Pink Panther” ou em português (espero que tenha sido o titulo) “A Pantera Cor-de-Rosa”, um filme realizado por Shawn Levy, que tem no seu currículo filmes como “Cheaper by the Dozen”, e protagonizado por grandes actores como Steve Martin, Kevin Kline, Jean Reno e pela famosíssima Beyonce Knowles, que por sua vez é um remake, ou baseado (gosto mais de pensar que seja assim) no filme dos idos anos 60, de mesmo nome, protagonizado pelo GRANDE Peter Sellers e realizado por Blake Edwards.
Na versão de 2006, o famoso treinador da selecção da França, aqui protagonizado por Jason Staham (sim o gajo do Transporter), é morto durante a comemoração de uma vitória frente à China, e o diamante que usava (a pantera cor-de-rosa) foi roubada.
O inspector Closeau (Steve Martin) é chamado para servir de engodo, enquanto o inspector Loom (Kevin Kline) tenta, às escondidas, resolver o caso para no momento certo ficar com os louros e o Closeau ficar humilhado.
Jean Reno interpreta o seu sidekick, para que vigie os movimentos deste (exacto, o Cato não entra neste filme), fazendo, vá lá, um bonito e catita papel como o detective Ponton, sendo que não é a primeira vez que faz uma comédia, isto para quem se lembra do magnifico “Os visitantes” (falando da versão francesa, porque a americana sabemos como é…).
Kevin Kline também se destaca como o Insp. Dreyfus, apesar de se distanciar do orignal (fiquei com a impressão que ele decidiu ir por si do que se parecer como o dos anos 60).
Steve Martin, como Insp. Jacques Closeau, e na sua tentativa de quiçá prestar homenagem a Peter Sellers, e apesar de ter conseguido fazer algo dali, não chega bem aos calcanhares do grande actor.
Beyonce……digamos que não desaponta!
O argumento em si não é muito surpresa, é parecido ao que nos fomos habituando aos filmes da pantera cor-de-rosa. As pequenas “peripécias” na minha opinião são bem conseguidas, sendo que algumas são um bocado disparatadas, mas é o que se pode esperar de um filme destes.
Concluindo, o filme, em si, até consegue-se ver, sendo apropriado para um serão em família, com os amigos, ou mesmo com a namorada, resultando em algumas gargalhadas bem dadas e chegando ao fim do filme com uma sensação de bem estar ( nada como quando vi o horripilesco “Date Movie”!!!).
De se notar o cameo de Clive Owen como o agente secreto, uma pequena paródia a situação de ele ter sido o possível substituto a Pierce Brosnan no papel do agente 007.
Para mim o filme “A Pantera Cor-de-Rosa” leva: 6.5/10